Nascemos tão inocentes
Com a missão ridícula de fazer agradar
Queremos ser sinceramente compreendidos
Mas desvalorizam-nos pelo nosso gracejar
Os “adultos” pensam que ocupam muito espaço
Opõem-se à genuinidade e ao divertimento
Consumidos pela seriedade e a vaidade
Incapazes de aproveitar o momento
E nunca acreditam na magia do mundo
Para eles o interesse e a alegria são inertes
E não trocam essa mascara falsa nem por um segundo
Obrigados voluntariamente a mostrar respeito
Esquecem-se do tempo em que foram crianças
Felizes, relembram com remorsos o passado perfeito...
Contudo começamos a crescer
E só a maturidade nos faz entender
Nós não nascemos para agradar toda a gente
Não temos de mudar em função das pessoas alheias
A nossa missão é bastante evidente
Agradarmo-nos a nós mesmos, e admirar as pessoas
verdadeiras
E se amadurecermos conscientes de que somos dignos de
amor
Não precisamos de usar mascara
Temos de ser nós. Seja para quem for
E a felicidade surge destapada pelo pano
Pomos de lado a arrogância, a superficialidade e a
falsidade
O essencial é invisível ao olho humano
Independentemente da idade…
E por último temos de aprender a dar valor
Tudo é indigno, vulgar. Tudo é nada no início
Falta o acto de cativar. Temos de dar e receber
Amar é o nosso mais importante ofício
E aquilo que começa por ser nada passa a ser tudo
E o corpo deixa de ser cego, surdo e mudo
E a gratidão contemplasse no espirito sortudo
Somos felizes porque estamos no controlo
Não temos de segredar o nosso ser
Não temos de estar preocupados com o parecer
Temos de aceitar a magia, a alegria do mundo
Mostrar gratidão por cada segundo
Viver todos os sentimentos de modo profundo
Porque ser criança é interno
Temos então de parar de reclamar
Viver e aproveitar
E Ser francamente gratos por aqui estar!
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