Homem Máquina

                         “QUEREMOS MÁQUINAS PORQUE ELAS NUNCA FALHAM!”

     Então é este um dos objectivos da educação? Afinal a meta do Homem é converter-se em máquina, que não erre, que obedeça a tudo, tornar-se então uma criatura acrítica, facilmente manipulável e completamente vazia. Querem então colocar o homem como um artefacto mecânico. Nascemos humanos e o ambiente que nos rodeia transforma-nos em máquinas.

Durante anos fomos ensinados a respeitar o progresso, mas o nosso controlo perante ele aparenta trazer desordem na vida humana. Fazem-nos acreditar num ideal de perfeição que não existe, fazendo-nos temer o erro, nascemos com a ideia de que somos tão defeituosos que temos de colocar a mesma mascara para parecermos então iguais, fúteis e erroneamente completos. Receamos falhar, e para tal permitimos uma manipulação corrupta de forma genuína para evitarmos a humilhação e o transtorno no entanto esquecemo-nos de nós mesmos, perdidos em tentar ser o que os outros querem que sejamos, deixamos de ser aquilo que de facto somos.

Assim sendo o conceito de humano extingue-se. Afinal depois de isto tudo, apos causarmos a destruição de tantas vidas e de diferentes espécies, fomos também a razão de acabarmos com a nossa, fim da humanidade, pois nasce a tão desejosa era das máquinas.

“Diz não as emoções, aos valores ético, morais e ao bom senso”, agora já não podemos errar, abolição das experiencias, não nos deixam ser livres. “Viva a ignorância” já mal conseguimos socializar, incapazes de vencer qualquer obstáculo pois sem vivências somos somente criaturas frágeis, e a sabedoria, essa foi substituído pela aceitação da manipulação! Obedecemos a tudo e jamais nos deixaram pensar e reflectir!

Muitos diziam que seriam as maquinas a dominar os homens, mal sabiam eles que afinal o homem e que se iria transformar em insignificantes instrumentos.
Honra-se então a demência e a loucura, não nos podemos questionar acerca de nada, também para que? “Isso só mostra fraqueza e imperfeição” mais vale aparentar saber, assim não passamos por ignorantes… Temos medo do rosto de negação dos outros quando nos olham. E perdido nesse pânico de superficialidade acabamos por desperdiçar aquilo que nos caracterizava. Desejamos ser só mais um clone do nosso parceiro que aparenta uma felicidade cuja origem é inexistente.

Maquinas, por mais vantagens que aparente ter destruir-nos-á por completo, fúteis, prisioneiros do ideal de perfeição, amedrontados com o falhanço, que é aquilo que de facto nos faz crescer. Cegos instrumentos guiados não pela razão mas sim pelo poder daqueles que nos controlam. A questão não são os meios de ensinamento mas sim o desejo da criação de uma sociedade obediente perante todas as loucuras que nos mandem fazer. Impedidos da liberdade de escolha com receio de sermos sujeitos a exclusões. E no final jamais encontraremos a resposta a “quem somos?”

E morro eu, tu e todos os outros! Morremos! Homens.                                                                                                                                                                                                                   
                                                                                                                                                                                   Ricardo Queirós
                                                                                                         

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